:: Universidade americana proíbe troca de arquivos.
Publicado
em 16/09/2002.
Os alunos da Universidade do Sul da Califórnia podem ter que passar o ano sem acesso à Internet caso sejam apanhados a trocar filmes e música
on-line.
Numa mensagem de e-mail enviada a todos os estudantes, representantes da escola alertaram que o uso de redes peer-to-peer para copiar arquivos pode forçar a instituição a bloquear o acesso aos seus alunos. "Queremos alertar de que muitos de vocês correm o risco de perder totalmente o acesso ao sistema de computadores da USC", disse o
diretor de bibliotecas Jerry Campbell e o vice-presidente, Michael Jackson.
O e-mail traz a definição de violações aos direitos de autor, particularmente no que diz respeito a fazer e trocar cópias de filmes e música. O documento avisa que a indústria do entretenimento obteve uma lista de arquivos que foram trocados nos EUA e dos endereços IP envolvidos. Eles pedem aos provedores que limitem o acesso daqueles que são suspeitos de cometer pirataria.
O alerta da USC é o mais recente de uma longa lista de conflitos entre as escolas e a indústria do entretenimento envolvendo a violação de direitos de autor. A RIAA, associação americana das gravadoras, tem vindo a pressionar desde à alguns anos as instituições de ensino como parte de seu programa para combater a pirataria na Internet.
As gravadoras tiveram algum sucesso. Em 1999, Jeffrey Levy foi condenado por violação dos direitos de autor, depois de ter
distribuído milhares de arquivos usando a rede da Universidade do Oregon. Apenas dois meses depois, 71 alunos da universidade Carnegie Mellon foram repreendidos por disponibilizar arquivos MP3 abertamente na rede da instituição.
No auge do Napster, 17 escolas americanas proibiram totalmente o uso desse serviço de troca de
arquivos.
Nos últimos dois anos, porém, ocorreu uma mudança nesse cenário. As escolas ficaram relutantes em controlar as
ações de seus alunos.
O MIT adotou uma postura de não-envolvimento com relação às
ações de seus alunos ao longo dos anos, permitindo que usassem toda a largura de banda que quisessem. A Universidade da Califórnia em Berkeley e a Universidade de Stanford, porém, limitam a banda disponível a seus alunos.
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